quinta-feira, 12 de abril de 2018

Fisioterapia no tratamento

A fascite plantar é a causa mais comum de dor na região plantar do pé, sendo uma síndrome degenerativa da fáscia plantar que atinge cerca de 10% da população em pelo menos algum momento ao longo da vida.

Pode apresentar várias causas etiológicas. Porém, a mais comum é de origem mecânica, envolvendo forças compressivas que aplainam o arco longitudinal do pé, ainda mais que a peculiar anatomia da fáscia plantar lhe confere pouca elasticidade. Assim, o processo inflamatório pode ocorrer por microtraumatismos de repetição na origem da fáscia sobre a tuberosidade medial calcânea.

Suas manifestações caracterizam-se pela dor local, ao redor da base do calcâneo e no arco plantar, principalmente ao levantar-se da cama ou após um período prolongado de repouso.

A epidemiologia refere que a maior incidência da fascite plantar ocorre entre as mulheres, em sua maioria obesa e na faixa etária do climatério. Nos homens, a prevalência é maior naqueles que praticam atividades físicas, especialmente as que envolvem corridas.

Geralmente, o tratamento conservador baseado em fisioterapia e em meios analgésicos são suficientes para um bom prognóstico, embora a recuperação seja lenta (podendo ocorrer em até 18 meses).


Anatomia da Fáscia Plantar





A fáscia plantar se caracteriza como uma camada fibrosa densa que reveste a superfície do pé, assim se estende ao longo do pé, se originando na tuberosidade medial do calcâneo e se inserindo nas estruturas ligamentares próximas às cabeças dos metatarsos, formando uma viga de sustentação para o arco longitudinal medial do pé.


O tratamento fisioterapêutico tem como objetivos a diminuição do processo inflamatório, a supressão da dor, a restauração da função mecânica da fáscia plantar, assim como a melhora da marcha. Sendo assim, existem várias técnicas e recursos fisioterapêuticos que agem em prol desses objetivos, entre eles:
Alongamento

O alongamento é uma das formas mais eficazes para prevenir e tratar a fascite plantar, sendo fundamental. Afinal a causa mais comum da patologia é a tensão da musculatura, principalmente, da panturrilha e fáscia plantar, provocando assim o estiramento dos tecidos que cobrem esses músculos.

Palmilhas Ortopédicas

As palmilhas para os pés são frequentemente utilizadas como um dos componentes do tratamento conservador tendo o objetivo de corrigir as alterações biomecânicas que causam estresse excessivo à fáscia.

As palmilhas podem ser pré‐fabricadas ou confeccionadas sob medida, apresentando um desenho capaz de acomodar e dar suporte ao arco longitudinal medial, além de acolchoar a região do calcanhar para reduzir a pressão do apoio. São confeccionadas com material macio (destacam‐se silicone, microespuma, feltro, plastazote ou similares) e recomenda‐se que sejam usadas diariamente, acomodada dentro do próprio calçado do paciente.
Talas Noturnas


As talas noturnas são utilizadas para manter a dorsifexão e a extensão dos dedos enquanto o paciente está dormindo, fazendo com que a fáscia também seja alongada, e mantendo o seu comprimento ideal. Têm a função de prevenir o encurtamento da fáscia plantar durante longos períodos de descanso, dessa forma, evitando dor nos primeiros passos ao acordar, comumente, sendo utilizadas no tratamento de pacientes sintomáticos com histórico de até seis meses de duração de fascite plantar.
Taping (bandagens)


O taping é realizado de forma a realizar uma bandagem anti-pronatória para a melhora da dor. Afinal, a pronação, sendo causada pela excessiva flexão plantar e adução do tálus na descarga de peso acaba causando a eversão do calcâneo, resultando em um aumento de tensão nas estruturas da superfície plantar do pé, e finalmente gerando um estresse excessivo na fáscia.
Acupuntura


O tratamento com acupuntura pode auxiliar no relaxamento dos músculos e tecido conectivo do pé, diminuição do processo inflamatório, moderando assim a resposta à sintomatologia dolorosa.
Eletroestimulação


Atualmente tem sido muito utilizada a Terapia por Ondas de Choque (ESWT) para reduzir a dor associada com a fascite plantar.


A literatura aponta uma série de benefícios como: o não encaminhamento para procedimento cirúrgico, tempo de recuperação menor, e retorno do paciente às atividades habituais no dia seguinte à aplicação.


Uma das teorias propostas é que a eletroestimulação estimula a cura através da criação de um ambiente de ferida no local do tratamento, promovendo uma resposta biológica, na qual diversos fenômenos ocorrem, como a neovascularização, liberação de antígeno nuclear de proliferação celular, fatores de crescimento endotelial, bloqueio do impulso nervoso e proteína óssea morfogenética. Portanto, essa situação é capaz de promover um aumento do aporte sanguíneo e do reparo tendíneo. Acredita-se que microtraumas locais proporcionariam uma estimulação e ativação do processo de cicatrização tecidual levando à ativação da proliferação de fibroblastos.
Laser


A terapia com laser em baixa intensidade para a fáscia plantar propõe a analgesia, a redução do edema e a aceleração da reparação tecidual através da fotoativação de mecanismos celulares (vasodilatação, aumento da produção de ATP e estimulação da produção de fibroblastos e colágeno).
Ultrassom


O ultrassom, como onda mecânica de alta freqüência, transmite energia através de vibração, podendo emitir em duas modalidades, contínua ou pulsada. Na forma contínua, a intensidade da onda permanece de forma constante, e os efeitos esperados envolvem produção de calor profundo, aumento do fluxo de sangue local, e redução da dor, e ainda, se utilizado em altas intensidades acaba atuando na eliminação da fibrose, podendo ser indicado nos casos de fascite plantar crônica.


Zanon, Brasil e Imamura (2006), concluíram em sua pesquisa que a aplicação local de ultra-som, no modo contínuo com alta intensidade não apresentou ganhos em relação à funcionalidade e à redução da dor na fascite plantar crônica, principalmente nos casos em que havia o esporão de calcâneo, também observaram que os exercícios de alongamento, para a fáscia e para a musculatura posterior da perna foi mais eficaz para a redução da dor e melhora funcional.

Iontoforose


A iontoforese consiste na aplicação tópica de substâncias anti-inflamatórias como a Dexametasona ou o Ácido Acético no pé, transmitindo essas substâncias através da pele por meio de uma corrente elétrica. Apresenta como vantagem a capacidade de fornecer uma liberação pontiaguda e sustentada do fármaco reduzindo a possibilidade de se desenvolver uma tolerância ao fármaco.
Infravermelho


O infravermelho promove um alívio no quadro de dor pela vasodilatação com consequente aumento da circulação sanguínea local, oxigenação e remoção de resíduos metabólicos. Promovendo ainda a redução da tensão e o alongamento muscular e da fáscia devido ao aumento da extensibilidade do colágeno.
Liberação Miofascial


A liberação miofascial é uma técnica que atua com apoios, pressão manual e deslizamentos, liberando o tecido miofascial, através da combinação do movimento tracional de deslizamento, fricção e amassamento.


É realizada com a finalidade de alongar os músculos e as fáscias obtendo dessa forma o relaxamento de tecidos tensos devolvendo maior liberdade, diminuição de dores e alinhamento postural, afinal libera retrações, aumenta a flexibilidade para uma reorganização estrutural e biomecânica favorável à postura e também à realização das atividades funcionais.
Crochetagem


A crochetagem, também conhecida como diafibrólise percutânea, é uma técnica de tratamento de manipulação, que visa combater as algias através da destruição das aderências e fibroses, com a utilização de ganchos ou “crochets”, aplicados sobre a pele. O tratamento da fascite plantar não objetiva somente o pé e a fáscia plantar, sendo abordada inclusive a musculatura posterior da perna devido a sua ligação com a etiologia da doença.


Estudos demonstram a diminuição da tensão na musculatura posterior da perna e tendão calcâneo, a redução do processo inflamatório na fáscia plantar e a analgesia.
Melhores Exercícios Para a Fascite Plantar

Relaxamento da Fáscia Plantar


O paciente sentado coloca uma bola de tênis embaixo do pé, no meio, e realiza movimentos para frente e para trás, massageando a sola do pé.
Alongamento Específico da Fáscia Plantar


Sentado numa cadeira com a perna afetada cruzada sobre a outra, posiciona-se o pé em dorsiflexão, então com com a mão envolve-se os dedos do pé, especialmente primeiro dedo, e puxam-se os dedos e o primeiro para trás como se fosse em direção à região da frente da perna, mantendo por pelo menos 30 segundos.
Alongamento dos Flexores Plantares


Sentado com a perna esticada e apoiada, o paciente coloca uma faixa rígida na ponta do pé e puxa a faixa em sua direção sentindo o músculo alongar em toda região posterior da perna, segurando em torno de 30 segundos, ou em pé com as mãos apoiadas na parede, coloca a perna boa na frente da perna afetada, dobra-se o joelho da frente juntamente com o tronco de uma forma que a perna que está atrás fique esticada, alongando toda a região posterior da perna, por cerca de 30 segundos.
Fortalecimento da Musculatura Profunda do Pé


Na posição sentada, com o pé apoiado em cima de uma toalha, o paciente com os dedos dos pés puxa toda a parte da toalha que está na frente do seu pé, sempre mantendo o calcanhar apoiado. Outro exercício pode ser realizado utilizando bolinhas de gude, com o paciente sentado pegando as bolinhas com os dedos dos pés, e colocando em um pote, sem deixar as bolinhas caírem.

Dor na sola do pé

Principais causas e seus tratamentos

Outras possíveis causas de dor na sola do pé podem ser:
  • Esporão do calcâneo que causa dor no calcanhar e também na sola do pé: Colocar uma bolsa fria pode ajudar, mas existem mais tratamentos caseiros para aliviar os sintomas.
  • Inflamação da fáscia, um tecido que reveste os tendões na planta do pé: Usar bolsa de água fria ou mergulhar os pés na água fria com cubos de gelo. 
  • Inflamação dos metatarsos, que causa dor no peito de pé: Usar bolsa de água fria ou mergulhar os pés na água fria com cubos de gelo.
  • Entorse do pé: Deitar de barriga para cima e elevar os pés, envolvendo uma compressa gelada.
  • Excesso de atividade física: Deve descansar com os pés elevados e pode fazer um escalda pés com água morna ou fria;
  • Pé plano ou pé torto: Fazer fisioterapia para corrigir a curva do pé, pode ser preciso usar palmilhas ou sapatos ortopédicos. 
  • Forma de pisar errada: Fazer fisioterapia para corrigir a forma de pisar o pé no chão, um bom tratamento é a reeducação postural global.
  • Ter uma perna mais curta do que a outra: usar palmilhas para igualar o comprimento das pernas, nos casos mais graves pode ser necessária cirurgia. Saiba mais sobre o tratamento da perna curta.
Para identificar e tratar a dor nos pés é aconselhada uma consulta com um ortopedista, especialmente quando ela se mantém por mais de 3 dias.

Tratamento caseiro 

Um bom exemplo de tratamento caseiro para a dor na sola do pé é retirar o sapato e fazer um simples alongamento, posicionando a mão de forma que segure os dedos dos pés, trazendo-os em direção à sua barriga. Os dedos devem ser mantidos nesta posição por, aproximadamente, 1 minuto e este movimento deve ser repetido, no mínimo, 3 vezes, para ter o efeito esperado.
Fazer uma massagem nos pés é também uma forma rápida e fácil de acabar com a dor no pé. Para realizá-la, basta passar um pouquinho de creme hidratante nos pés e, com a parte mais fofinha da mão e os polegares, ir pressionado um pouco todo o pé, insistindo mais nas regiões mais doloridas. 

Dor no calcanhar

Todos os dias nós exercemos uma carga enorme sobre nossos pés, e a principal
região que recebe toda essa carga do corpo e distribui para o restante dos
pés é a região do calcanhar. O componente principal e que dá nome à região
é o osso calcâneo, que é um osso com formato parecido com um cubo e é muito
forte, para conseguir suportar a carga nele imposta.
No calcanhar temos muitas estruturas, como tendões e ligamentos. A região é
ligada diretamente ao Tendão de Aquiles e à fáscia plantar, que são,
frequentemente, acometidas por patologias crônicas e de difícil tratamento,
como a fascite plantar e a tendinite de calcâneo. Outra estrutura relacionada
com a região do calcanhar e que sofre muito com lesões, geralmente agudas,
é o tornozelo, local frequente de entorses e fraturas.
A dor no calcanhar é a dor mais comum dos pés e uma das dores mais comuns do corpo. As suas causas são multifatoriais, isto é, muitos fatores podem influenciar e ocasionar a dor nessa região, como: o alinhamento natural da pessoa, algum trauma (como fraturas ou entorses), excesso de carga, calçados inadequados, erros de pisada, entre outros que serão abordados com mais detalhes a seguir.

O alinhamento e a dor no calcanhar

O alinhamento dos pés tem uma relação íntima com muitas patologias. O melhor e mais natural alinhamento para o calcanhar é o neutro, no qual as forças serão aplicadas igualmente entre os lados e nem o lado de dentro (medial) nem o de fora (lateral) sofrerá uma sobrecarga, diminuindo a chance de lesão.
Quando existe um alinhamento em varo, o calcanhar é para dentro e, normalmente, esse tipo de pisada é supinada, pois a maior força será exercida na parte externa do pé. Esse tipo de alinhamento e pisada estão muito relacionados com dores no quinto metatarso, fascite plantar, tendinites dos músculos laterais (fibulares) e dores nos maléolos, pois comprime as estruturas de dentro do pé e estira as estruturas que estão do fora do pé.
No alinhamento em valgo, as estruturas de dentro do pé ficam estiradas e as de fora comprimidas, isso está ligado à pisada pronadae as pressões são maiores na parte medial (de dentro) do pé. Esse alinhamento pode estar relacionado à insuficiência do músculo tibial posterior, dores nos maléolos, dores no arco plantar, fascite plantar, dor no primeiro metatarso, sesamoidite e dores no dedão.
Além das patologias citadas, os desalinhamentos de calcanhar alterarão as linhas de força que são direcionadas ao tendão de Aquiles, podendo gerar uma tendinite de calcâneo, ou, até uma bursite retrocalcânea.

A sobrecarga e a dor no calcanhar

O excesso de carga é um dos principais vilões quando se fala de dor no calcanhar, seja pelo excesso de peso, que não sobrecarregará somente os pés, mas o sistema musculoesquelético inteiro, por um aumento das cargas de treino ou por uma pisada inadequada, que pode gerar pressões muito grandes em determinadas áreas dos pés e acarretar dores.
Se a pessoa aplica uma pressão muito grande, enquanto caminha ou corre, na região do calcanhar, significa que existe uma descarga de peso muito grande naquela região e que o nosso corpo pode não absorver essa carga com eficiência, levando a lesões no local.
Para avaliação da pressão nos pés é feito um exame de baropodometria, que avalia todas as pressões exercidas nos pés durante o caminhar, e, esse exame, indica se existe uma sobrecarga nos calcanhares, como o exemplo abaixo:
dor calcanhar baropodometria pressao

Tratamento natural para fascite plantar

Conheça o tratamento natural, através de alguns remédios caseiros para a fascite plantar, uma condição que se produz pela inflamação da fáscia, uma faixa grossa de tecido cuja função principal é tensionar a base do pé para amortecer o impacto que sofre em cada movimento.

Ela surge devido à falta de alongamento dos pés, embora também possa aparecer por lesões, esforços físicos excessivos e uso de calçado com suporte deficiente.
É um problema que afeta com frequência as pessoas com sobrepeso e obesidade, dado que os quilos extras geram mais carga nos pés e, por isso, produzem microtraumatismos.
Manifesta-se com uma sensação de dor na planta do pé e nos calcanhares e, em poucos casos, também gera incômodo nos tornozelos.
A boa notícia é que existem remédios caseiros para a fascite plantar, já que alguns ingredientes têm propriedades analgésicas e anti-inflamatórias que ajudam na sua recuperação.
Neste artigo queremos compartilhar 5 opções para que você possa aplicá-las quando enfrentar este problema.

Remédios caseiros para a fascite plantar

1. Sais de Epsom

Sais de epsom contra a fascite plantar
Os minerais contidos nos sais de Epsom ajudam a relaxar os músculos dos pés para reduzir a dor causada pela fascite plantar.
Este ingrediente age como anti-inflamatório e calmante ajudando, além disso, a melhorar a circulação.

Ingredientes

  • 5 xícaras de água (1250 mL)
  • 4 colheres de sais de Epsom (40 g)

Modo de preparo

  • Coloque para esquentar as xícaras de água até alcançar uma temperatura apta para colocar os pés de molho, sem queimá-los.
  • Adicione os sais de Epsom e mexa até ficar bem misturado.
  • Mergulhe os pés durante vinte minutos e descanse.
  • Repita o tratamento até aliviar o problema.

2. Gengibre

O gingerol, um dos compostos ativos do gengibre, tem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias que ajudam a reduzir a dor causada por esta condição.
Isso pode ser aproveitado através do consumo de uma infusão, ou mesmo por meio de massagens com o óleo essencial do condimento.

Ingredientes

  • 1 colher de gengibre ralado (10 g)
  • 1 xícara de água (250 mL)

Modo de preparo

  • Adicione o gengibre ralado em uma xícara de água fervendo e deixe-o repousar por cinco a dez minutos.

Modo de uso

  • Consuma a bebida até duas vezes por dia.

3. Cúrcuma

Cúrcuma para aliviar a fascite plantar
Esta especiaria melhora a circulação na planta dos pés e, ao reduzir a tensão dos músculos, reduz a dor da fascite. 

Ingredientes

  • 1 xícara de água (250 mL)
  • 1/2 colher de cúrcuma em pó (5 g)
  • 1 colher de mel (25 g)

Modo de preparo

  • Esquente a xícara de água e adicione a cúrcuma em pó e o mel.

Modo de uso

  • Consuma a bebida antes de deitar, todas as noites, até curar a dor.
  • De modo opcional, umedeça um pouco de cúrcuma em pó e esfregue a pasta de forma direta nos pés.

4. Vinagre de maçã

Por seu teor de ácidos naturais, o vinagre de maçã é um produto multiuso que pode trazer muitos benefícios para a saúde dos pés.
Sua aplicação elimina os fungos que provocam infecções e, ainda, relaxa a planta dos pés para reduzir a inflamação da fáscia.

Ingredientes

  • 5 xícaras de água (1250 mL)
  • 1/2 xícara de vinagre de maçã (125 mL)

Modo de preparo

  • Coloque para esquentar as xícaras de água e, antes que fervam, verta-as em uma bacia.
  • Adicione o vinagre de maçã e teste a temperatura antes de colocar o pé para não se queimar.

Modo de uso

  • Deixe os pés de molho durante vinte minutos.

5. Óleo de coco e óleo de lavanda

O óleo de coco é benéfico para a saúde
A combinação de óleo de coco com óleo de lavanda nos traz como resultado um produto terapêutico com ação anti-inflamatória, ideal para promover o alívio da fascite plantar.
Estes ingredientes estimulam a circulação na região afetada e, depois de gerar uma sensação de calor, liberam a tensão e a dor.

Ingredientes

  • 2 colheres de óleo de coco orgânico (30 g)
  • 1 colher de óleo essencial de lavanda (15 g)

Modo de Preparo

  • Aqueça o óleo de coco em banho-maria e misture-o com o óleo de lavanda.

Modo de uso

  • Antes que o óleo esfrie, mas testando se a temperatura é suportável, faça uma massagem nos pés durante cinco minutos.
  • Esfregue bem o óleo, fazendo uma leve pressão com as pontas dos dedos nas áreas afetadas.
  • Deixe o produto ser absorvido sem enxaguar e repita seu uso todas as noites, até aliviar a dor.
Como você acaba de notar, existem vários remédios caseiros para a fascite plantar que ajudam a relaxar os pés para reduzir a dor.
Escolha o tratamento que mais gostar e, se possível, complemente-o com exercícios para as áreas doloridas. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Tratamento fascite plantar

Não há cura para a fascite plantar. Embora muitos tratamentos podem ser usados ​​para aliviar a dor, a fim de tratá-la efetivamente a longo prazo, a causa da condição deve ser corrigida.

O que pode o atleta fazer?

     Descansar até que não é doloroso. Pode ser muito difícil para descansar o pé como a maioria das pessoas estará em seus pés durante o dia para trabalhar. Andando com o pé doloroso você está continuamente agravar a lesão e inflamação aumentando. Resto, tanto quanto possível e parar todas as atividades desnecessárias que colocam stress adicional sobre a fáscia.
     A técnica de gravação boa fasceíte plantar do pé pode ajudar a obter o repouso necessário, apoiando a fáscia plantar. Fita é aplicada em faixas pela fascia plantar tomando o estresse fora do pé, que a cura ocorra.
     Aplicar gelo ou terapia fria para ajudar a reduzir a dor ea inflamação. Terapia de frio pode ser aplicado regularmente até que os sintomas tenham desaparecido.
     Exercícios fasceíte plantar, como alongamento da fáscia plantar é uma parte importante do tratamento e prevenção. Simplesmente reduzir a dor e inflamação por si só é susceptível de resultar na recuperação a longo prazo. A fáscia plantar se contrai fazendo a origem no calcanhar mais suscetíveis ao estresse.
     A tala noite fasceíte plantar é um excelente produto que é usado durante a noite e se estende delicadamente os músculos da panturrilha e fáscia plantar impedindo-o de aperto durante a noite

O que causa Fascíte Plantar?

A causa mais comum de fasceíte plantar é muito apertado músculos da panturrilha o que leva a pronação velocidade prolongada e / ou alto do pé. Este por sua vez, produz repetitivo excesso de alongamento da fáscia plantar levando a inflamação possível e espessamento do tendão. Como a fáscia engrossa ele perde a flexibilidade e força.

Alguns profissionais pensam pronação excessiva pode ser sempre determinada pela queda e rolando no do arco. Isso nem sempre é o caso. Às vezes, ele só pode ser visto com scans pé, especialmente se o paciente tem um pé alto arqueado.

Outras causas incluem arco de baixa ou alta pés arqueados (pé plano / cavo) e outras anormalidades biomecânicas incluindo oversupination que deve ser avaliado por um podólogo / fisioterapeuta / biomecânico.

Andar em excesso de calçado que não fornece suporte arco adequada tem sido atribuída a fasceíte plantar. Calçado para a fascite plantar - prevenção e tratamento - deve ser plana, lace-up e com o apoio do arco bom e amortecimento.

Indivíduos com excesso de peso correm mais risco de desenvolver a condição, devido ao excesso de peso têm impacto sobre o pé.

Quais são os sinais e sintomas ?

     Dor no calcanhar, sob o calcanhar e, geralmente, no interior, na origem da fixação da fáscia.
     Dor ao pressionar no interior do calcanhar e, por vezes, ao longo do arco (veja a página de avaliação).
     A dor é geralmente pior a primeira coisa na manhã, a fáscia aperta durante a noite. Depois de alguns minutos que facilita o pé fica aquecido
     Como a condição se torna mais grave a dor pode piorar ao longo do dia se a atividade continua.
     Alongamento da fáscia plantar pode ser doloroso.
     Às vezes, também pode haver dor ao longo da borda externa do calcanhar. Isto pode ocorrer devido à descarga no lado doloroso do calcanhar ao andar na borda externa do pé. Também pode ser associado com o alto impacto de desembarque do lado de fora do calcanhar se você tiver alta pés arqueados.

Fasceíte plantar ou esporão de calcanhar são comuns em esportes que envolvem corrida, dançando ou pulando. Corredores que overpronate (pés rolando ou achatamento) estão particularmente em risco como a biomecânica do pronating causas adicionais de alongamento da fáscia plantar

terça-feira, 3 de maio de 2011

Siga as dicas para evitar problemas nos pés, como joanetes, metatarsalgia e fascite plantar

Usar os terríveis sapatos apertados, chegar em casa no final do dia e arrancá-los dos pés: essa é a verdadeira felicidade — diz Gláuco Nelson Astur Neto, ex-presidente da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé).

Mas nem só de sapato apertado sofrem os pés. Pesquisas apontam que 70% da população mundial tem algum problema nessas extremidades em algum momento da vida. Diferentemente de outros tipos de dor, como as nas costas e na coluna, em que 69% dos brasileiros se deixam acometer por mais de um ano antes de buscar ajuda.

— No caso dos pés, as pessoas procuram ajuda médica cedo, já que eles são imprescindíveis para a locomoção — explica Nelson.

Entre os problemas mais comuns apresentados por adultos, está o popular joanete. Na medicina, ele é consequência de uma deformidade no dedão, chamado de hálux valgo e trata-se de um desvio lateral da articulação, que fica entre esse dedo e o pé. Além da hereditariedade, é causado pelo uso de calçados apertados, com salto alto e bico fino. As consequências? Saliência do osso do dedão — que aponta cada vez mais para os outros dedos —, dor e edema na articulação e aparecimento de calos.

Há também a metatarsalgia, uma dor na parte de baixo na região bem próxima aos dedos, a "almofadinha" da sola anterior do pé, conforme simplifica Nelson. Ela é uma consequência da sobrecarga nos ossos chamados metatarsos — aqueles compridos, que ficam entre o calcanhar e os dedos —, causada por atividades como corrida ou caminhada.

Outro problema comum é a fascite plantar, uma inflamação em um tecido bastante resistente que fica na planta dos pés, funcionando como se fosse uma corda quando mexemos os pés. Ela causa bastante dor no calcanhar e geralmente se manifesta quando a pessoa acorda e caminha descalça ao levantar da cama. Excesso de peso e pés planos ou cavados contribuem para o seu aparecimento, assim como ficar longos períodos em pé.

Independente do problema, desconforto, dor ou anormalidade, a orientação de um ortopedista é essencial. O tratamento prescrito pode incluir um simples repouso, uso de palmilhas, de anti-inflamatórios ou mesmo cirurgia.

Siga as dicas
:: Calçado amigo do pé é aquele folgado, confortável — que não aperta os dedos nem o calcanhar —, com saltos baixos, feitos com materiais que permitam a transpiração, como o couro. E lembre-se: o sapato tem que adaptar-se ao pé e não o contrário.

:: Manter o pé ativo: atividades físicas e alongamentos são indicados, sem exageros.

:: Não descuidar do peso, ficando de olho na balança e na dieta. Quanto maior o peso, maior o risco de sofrer com dores e problemas nos pés.

:: Procurar sempre um especialista quando sentir dores ou desconforto.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Fascite Plantar tratamento

O departamento médico do Palmeiras não assegura que uma operação em dezembro seja a solução definitiva para as dores no pé direito de Pierre. O volante, que convive há seis meses com uma fascite plantar no local, passará por novos exames quando a temporada terminar.

– Os exames que tinham que ser feitos já foram feitos e não indicaram caso cirúrgico. A gente tem feito o tratamento, já fizemos de tudo. Existem muitos tipos de fascite. A de Pierre não é tão comum – afirmou o médico do Palmeiras, Vinícius Martins.

– Uma cirurgia nunca é simples, ainda mais no pé. A recuperação pode levar um ou dois meses, depende do caso – analisou.

O tratamento para o problema está sendo feito. Ele já foi submetido a infiltrações com fator de crescimento, alongamento, acupuntura, usa palmilhas especiais e faz reguralmente trabalho com gelo.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Kaká sofre com Fascite Plantar

O experiênte médico do Flamengo e da Seleção Brasileira, Dr.José Luiz Runco, que esteve com a delegação do Brasil na Copa do Mundo, respondeu às declarações do médico belga Marc Martens sobre Kaká. Martens, que fez uma artroscopia no joelho esquerdo do meia, disse que o jogador colocou a carreira em perigo por disputar o Mundial sem estar em totais condições de jogo.

– Não conheço esse profissional ,nunca ouvi falar de ele e nunca o encontrei em nenhum congresso. Esse sujeito está um pouco alegre. Eu, como já operei Ronaldo, Kaká, Cafu, entre outros, sei bem o que fazer – disparou Runco, alegando que o craque do Real Madrid se juntou aos 23 de Dunga com "vários problemas".

– Kaká chegou com vários problemas (para a disputa da Copa). Ele tinha uma fascite plantar na sola do pé direito, e isso o fazia pisar para fora com o pé esquerdo, sobrecarregando o joelho. Alertei ao Kaká para que quando voltasse da Copa, investigasse o problema. Acho estranho uma cirurgia que aconteceu em 40 minutos fazer com que o jogador tenha de ficar parado de três a quatro meses –concluiu Runco.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Fascite plantar e o esporão do calcâneo

Quando ocorre a lesão próximo ao osso, este pode tentar se curar produzindo osso novo. Isto resulta no desenvolvimento de um esporão de calcâneo. Sem a espora a condição é chamada de fascite plantar, apenas a lesão muscular. O esporão calcâneo é uma formação óssea reativa em forma de esporão (espícula óssea), localizada na face plantar do calcâneo (osso do pé). Pessoas com esta patologia têm dor na região plantar sob o calcâneo.
Alguns artigos dizem que o esporão é conseqüente da fascite plantar. O esporão do calcâneo faz parte do quadro e se caracteriza por um crescimento ósseo no calcâneo, mas é importante salientar que o esporão não ocorre na fáscia plantar e sim no músculo flexor curto dos dedos, o qual é adjacente a fáscia. Apenas 50% das pessoas com fasciíte têm esporão e 10% das pessoas sem dor no calcâneo também tem esporão

Como curar a Fascite Plantar, como tirar ou aliviar a dor

A fascite plantar refere-se a uma dor plantar, no ponto de origem da fascia plantar, na tuberosidade medial do calcâneo. Caracteriza-se por uma inflamação ocasionada por microtraumatismos de repetição na origem da tuberosidade medial do calcâneo. As forças de tração durante o apoio levam ao processo inflamatório, que resulta em fibrose e degeneração das fibras fasciais que se originam no osso (SNIDER, 2000; HEBERT et. al; 2003; CYRIAX ; CYRIAX, 2001). Embora pareça não estar diretamente relacionada a nenhum tipo específico de pé, a fascite plantar surge com maior freqüência em indivíduos obesos (SNIDER, 2000; RIDLE et. al., 2004). Suas manifestações caracterizam-se pela dor local e ao redor da base do calcâneo e no arco plantar, principalmente ao levantar-se da cama, ou após um período de repouso (GRISOGONO, 2000; MEIJA ; KALB, 2000). Para Peterson ; Renström (2002), a pronação excessiva do pé, apresenta maior probabilidade no desenvolvimento desta doença, em virtude do aumento da resultante de força na aponeurose, em conseqüência do alongamento do arco e expansão dos dedos.

O tratamento fisioterapêutico da fascite plantar consiste na utilização de órteses, compradas prontas, para amortecimento do calcanhar, acompanhado de recursos de analgesia e combate ao processo inflamatório, e exercícios que promovam a diminuição da tensão no tendão calcâneo e na fascia plantar, sendo o alongamento, o exercício mais comumente utilizado (SNIDER, 2000).

A crochetagem mioaponeurótica é uma técnica manipulativa, desenvolvida pelo fisioterapeuta sueco Kurt Eeckman, colaborador do Dr. James Cyriax, à partir da limitação palpatória das técnicas convencionais (BAUMGARTH, 2003; BUSSIÈRES, 2004). A técnica baseia-se na utilização de ganchos ou “crochets”, que são utilizados na quebra das aderências do sistema músculo-esqueletico (SARAIVA et.al, 2003). Seu objetivo principal é o rompimento de pontos de fibrose, geralmente causados pelo acúmulo de cristais de oxalato de cálcio nos planos aponeuróticos, causando irritação (BAUMGARTH, 2003; VARGAS, 2004; BUSSIÈRES, 2004).

Também conhecida como diafibrólise percutânea, a crochetagem está indicada em qualquer afecção osteomioarticular que leve a uma fibrose ou formação de aderências, assim como nas neuralgias, em especial, aquelas ocasionadas por alterações miofasciais. Tem sido divulgada e difundida entre os fisioterapeutas brasileiros, embora não existam estudos científicos a cerca de seus efeitos em língua portuguesa. A pouca literatura existente, está, em sua maioria, em francês ou alemão (VARGAS et. al, 2004; SARAIVA et. al, 2003; BAUMGARTH, 2003)

O presente estudo objetivou a verificação dos benefícios da crochetagem mioaponeurótica, no tratamento fisioterapêutico de um paciente portador de fascite plantar bilateral. A escolha da técnica se deu pela facilidade no transporte e manuseio do instrumental, bem como pela simplicidade de sua execução e necessidade de pouco tempo de aplicação.

Revisão de literatura

Anatomicamente, a fascia refere-se a uma lâmina ou membrana de tecido conjuntivo que reveste cada músculo, órgão ou conjunto de órgãos, com função de proteção (DÂNGELO ; FATTINI, 2001; BIENFAIT, 1999). Porém, ainda segundo Bienfait (1999), foram os osteopatas que criaram o conceito de fascia como um conjunto membranoso contínuo, representando uma única unidade funcional.

A região plantar do pé é revestida por uma fascia, de forma triangular, denominada aponeurose plantar (FIELD, 2001). Esta faixa extensa de tecido conectivo insere-se proximalmente à superfície do tubérculo medial do calcâneo e distalmente às articulações metatarso-falangianas, onde se fundem aos ligamentos capsulares (PRENTICE, 2002).

Segundo Hebert et. al. (2003); a fascia plantar consiste na principal estrutura estabilizadora passiva do arco longitudinal medial do pé. Filho (2001) afirma que as funções de estabilização e suporte do pé na posição ortostática e durante a locomoção, implicam no seu apoio no solo através da região plantar. Esse apoio se dá através do triângulo de sustentação, que tem como vértices a extremidade
posterior do calcâneo e as cabeças do primeiro e quinto metatarsos. O arco plantar permite uma maior flexibilidade no apoio, assim como um maior amortecimento de impactos. Tanto na posição ortostática quanto durante a marcha, a hiperextensão dos artelhos demanda um tensionamento da fascia plantar e uma pronação do pé (BUSSIÈRES, 2002). Para Starkey ; Ryan (2001), a fascia plantar não só sustenta, como é sustentada por muitos dos músculos intrínsecos e ligamentos do pé.

A fascite plantar pode ser definida como uma afecção caracterizada pela dor na região plantar do calcâneo, que pode se estender por toda a fascia plantar. Sua manifestação é insidiosa, e sua sintomatologia é mais evidente pela manhã, ou após um período de repouso. Geralmente melhora após atividade (primeiros passos), embora em alguns casos, a dor possa persistir por todo o dia (BUSSIÈRES, 2002; HEBERT et. al., 2003; SNIDER, 2000; FILHO, 2001; ALDRIDGE, 2004). Para Hebert et. al. (2003); o aumento no quadro doloroso ao primeiro apoio matutino deve-se ao fato de que durante o sono, a inatividade dos músculos dorsiflexores promove um encurtamento da fascia plantar. O primeiro apoio provoca um estiramento brusco da aponeurose, o que provoca a dor. Segundo o mesmo autor, corridas, saltos e atividades de impacto pioram a dor. Riddle et. al. (2004) afirma que as perdas funcionais decorrentes da fascite plantar, estão relacionadas somente às atividades que envolvem corrida, e atividades profissionais e hobbies que envolvem sustentação de peso; não havendo relação com perda de amplitude de movimento (ADM) e perda de força e trofismo muscular.

Ao exame físico, é verificada marcha antálgica, com apoio sobre a parte lateral ou anterior do pé. Há palpação dolorosa da região medial do calcâneo e a dorsiflexão dos dedos exacerba os sintomas, pela distensão da fascia plantar. A dor produzida pela fascite plantar geralmente não é incapacitante, embora possa limitar algumas atividades (HAMER et. al., 2003; ALDRIGE, 2004). Pontos dolorosos na região medial da panturrilha e do tendão calcâneo podem ser encontrados, o que demonstra uma relação entre a fascite plantar e a rigidez do tendão calcâneo e musculatura posterior da perna (HEBERT et. al., 2003; HAMER et. al., 2003).

Várias podem ser as causas da fascite plantar, como distúrbios anatômicos e biomecânicos. Prentice (2002), cita a diferença entre o comprimento dos membros, a pronação excessiva da subtalar, a falta de flexibilidade do arco longitudinal e a rigidez das musculaturas da panturrilha, assim como o uso de calçados inadequados e o aumento do tamanho do passo durante a corrida. Para Cyriax ; Cyriax (2001) A fascite plantar tem início com um esforço prolongado em posição ortostática, em pacientes com encurtamento dos músculos da panturrilha e com os pés cavos. Huang et. al (2004) demonstraram em seu estudo, uma incidência maior de fascite plantar em indivíduos com pé plano flexível, que em indivíduos com arco plantar normal. Hebert et. al. (2003), afirma que tanto o pé cavo como o pé plano, são fatores pré-disponentes, assim como traumatismos de repetição, associados à intensidade, duração e freqüência da atividade, e a dureza do piso. Entretanto, segundo Peterson ; Renström (2002), embora o alongamento do arco plantar e a expansão dos dedos ocasionados pela pronação, submetam a aponeurose a um aumento de tensão; não há uma ligação explicita entre o pé plano ou o pé cavo com a fascite plantar. O fato de que aproximadamente 60% do peso corporal estejam distribuídos sobre o calcanhar, de 31 a 38% na região da cabeça dos metatarsos e somente cerca de 5% na região medial do pé (MANFIO et. al, 2001), talvez explique essa falta de relação direta com o tipo de pé. Segundo Snider (2000), a fascite plantar ocorre com mais freqüência em indivíduos obesos. Essa afirmação é corroborada pelo estudo de Ridle et. al. (2004) que demonstra uma relação estreita entre o aumento do Índice de Massa Corporal (IMC), e as manifestações clínicas da doença.

Bussières (2002) afirma que a fascite provavelmente seja um processo inflamatório ocasionado por microtraumas, que vêm a acelerar o processo de envelhecimento (degeneração) normal da aponeurose plantar. Essa assertiva corrobora com o pensamento de Herbert et al. (2003); de que as forças de tração que ocorrem durante o apoio desencadeiam o processo inflamatório, resultando em fibrose e degeneração.

A epidemiologia mostra que a maior incidência da doença se dá entre as mulheres, em sua maioria obesa e na faixa etária do climatério. Em homens, a prevalência é maior nos praticantes de esportes, especialmente os que envolvem corridas (HEBERT et. al., 2003; SNIDER, 2000). Em seu estudo, Imamura ; Carvalho Jr. (1996), verificaram que das 29 pessoas estudadas, 26 eram do sexo feminino, representando 90% da amostra. Cavanagh et. al. apud Manfio et al., (2001) não encontraram em seu estudo, relação direta entre o peso corporal, e os picos de pressão plantar, o que indica que embora haja uma grande incidência em pessoas obesas, o excesso de peso não deve ser visto como um fator primário na ocorrência da fascite plantar.

Ainda em seu estudo, Bussières (2002) cita o trauma direto ou indireto, a pronação excessiva do pé, o desabamento do arco plantar, a retração do gastrocnêmio e o aumento da tensão da aponeurose plantar durante a fase de propulsão como possíveis causas da fascite plantar.

Em seu estudo, Tokars et al. (2003) demonstraram que o tipo de calçado pode ocasionar síndromes dolorosas nos pés, joelhos, quadris e coluna, o que pode estabelecer uma relação entre o uso de calçados inadequados e a fascite plantar.

O tratamento da fascite plantar é eminentemente conservador e inclui a administração de antiinflamatórios não esteróides; o uso de palmilhas de material macio para suporte do calcanhar e em alguns casos do arco longitudinal; restrição das atividades que envolvam apoio prolongado, deambulação de longa distância, saltos e corridas; exercícios para alongamento da fascia plantar, tendão calcâneo e gastrocnêmio; assim como recursos que promovam analgesia e diminuição das tensões (SNIDER, 2000; PRENTICE, 2002; HEBERT et. al.,2003). A infiltração de corticóides pode ser utilizada em casos persistentes, porém oferece o risco de atrofia e degeneração do coxim adiposo, assim como a degeneração e ruptura da fascia (BUSSIÈRES, 2002; HEBERT et. al., 2003).

A crochetagem mioaponeurótica, também conhecida como diafibrólise percutânea é uma técnica de tratamento manipulativo do aparelho locomotor, que visa combater as algias pela destruição das aderências e fibroses, através da utilização de ganchos ou “crochets”, aplicados sobre a pele (BURNOTTE; DUBY, 1988; BAUMGARTH, 2003; SARAIVA et. al.,2004; BUSSIÈRES, 2004).

A técnica foi desenvolvida pelo fisioterapeuta sueco Kurt Eeckman, o qual foi assistente do Dr. James Cyriax, no período pós-segunda guerra mundial. As limitações palpatórias na execução das técnicas convencionais de terapias manuais, dentre elas a massagem profunda de Cyriax, o levaram a desenvolver uma série de ganchos, que tiveram sua forma, material e técnica de aplicação desenvolvida progressivamente.

Após ganhar notoriedade com o sucesso no tratamento da Nevralgia de Arnold, Kurt Eeckcman ensinou o método a vários colegas, dentre eles, P. Duby e J. Burnotte, que passaram a desenvolver uma abordagem menos agressiva e dolorosa, baseada nos conceito de cadeias musculares e da osteopatia (BAUMGARTH, 2003, BURNOTTE; DUBY, 1988).

Ainda segundo Baumgarth (2003); Burnotte; Duby (1988) a diafibrólise possui três efeitos básicos: o efeito mecânico, o efeito circulatório e o efeito reflexo. Suas principais indicações são as aderências consecutivas a um traumatismo ou a uma fibrose cicatricial, as algias do aparelho locomotor (inflamatórias ou não), as nevralgias em conseqüência da irritação mecânica dos nervos periféricos, e por fim, as síndromes tróficas dos membros.

Embora seja um método com poucas contra-indicações, é importante considerar a agressividade ou imperícia do terapeuta, os maus estados cutâneos e circulatórios, assim como sua aplicação direta sobre processos inflamatórios.

O gancho é constituído de aço e possui duas extremidades, com curvaturas diferentes, para um melhor contato com as diferentes estruturas e acidentes anatômicos. Cada curvatura termina em forma de espátula, que reduz a pressão exercida sobre a pele, tornando o contato pouco doloroso. A referida espátula apresenta uma convexidade na face externa, e uma superfície plana na parte interna, o que facilita sua interposição entre os planos tissulares profundos.

Segundo Baumgarth (2003); Burnotte; Duby (1988), O princípio do tratamento se baseia numa abordagem do tipo “centrípeta”. Na presença de uma dor localizada num local específico, o terapeuta inicia sua busca palpatória manual das regiões afastadas (proximais e distais) do foco doloroso. Esta busca palpatória segue cadeias lesionais que estão em relação anatômica (mecânica, circulatória e neurológica) com a lesão. Esta concepção permite evitar o aumento da dor, chamado de efeito rebote, conseqüência de um tratamento exclusivamente sintomático.

A técnica da crochetagem divide-se em três fases sucessivas: Palpação digital, palpação instrumental e fibrólise. Há ainda, a técnica perióstea a drenagem.

A palpação digital consiste em uma espécie de amassamento digital, realizado com a mão esquerda, que permite um delineamento da área a ser tratada. A palpação instrumental, realizada com o gancho que melhor se adapte a estrutura a ser tratada, serve para a localização precisa das fibras conjuntivas aderentes e os corpúsculos fibrosos, e é realizada colocando-se a espátula do gancho junto ao dedo indicador da mão esquerda.

A fibrólise consiste em uma tração complementar, realizada com a mão que segura o gancho, ao final da fase de tração instrumental. Essa fase corresponde ao tempo terapêutico.

A técnica perióstea se caracteriza por uma raspagem superficial da estrutura anatômica a ser tratada, com uma associação entre a utilização do gancho e uma mobilização manual do tecido periósteo. É indicada para descolamento de áreas de inserções ligamentares e tendíneas.

A drenagem consiste no deslizamento superficial da superfície convexa do gancho maior sobre as estruturas miofasciais, a fim de promover relaxamento e aumento do aporte sanguíneo.

Embora seja um recurso manipulativo de tecidos corpóreos e, portanto, esteja no âmbito da Fisioterapia, esta técnica não é de domínio exclusivo dela. Por ser recente, existe pouca bibliografia a respeito, sendo na maioria em francês e alemão (BAUMGARTH, 2003).

O tratamento da fascite plantar, através da crochetagem, não objetiva somente o pé e a fascia plantar. A musculatura posterior da perna deve ser abordada, em função de sua ligação com a etiologia da doença (BAUMGARTH, 2004; NATIVIDADE, 2004).

O tratamento começa por um alongamento da musculatura do tríceps sural, que pode ser substituído pela fibrólise (tração), seguido de uma raspagem da fascia plantar com o bordo menor do gancho, para que ocorra uma hiperemia do tecido. Em seguida, é realizada uma drenagem, com o lado maior do gancho, sempre no sentido distal para proximal, objetivando melhorar a irrigação, através da irritação da fascia plantar. O tratamento segue no tendão calcâneo, que é tracionado com o bordo menor do gancho, objetivando diminuir a tensão causada pelo tensionamento da musculatura do tríceps sural. Por último, a musculatura do tríceps sural será ganchada com o lado maior do gancho, e em seguida será drenada no sentido distal para proximal. Após todo o procedimento com o gancho, uma nova seqüência de alongamentos pode ser realizada, a fim de melhorar a resposta do corpo ao tratamento (BAUMGARTH, 2004; NATIVIDADE, 2004).

Os resultados práticos observados na utilização da crochetagem no tratamento da fascite plantar estão de acordo com os objetivos gerais do tratamento desta afecção, por demonstrarem diminuição da tenção da musculatura posterior da perna e tendão calcâneo, bem como a diminuição do processo inflamatório na fascia plantar e analgesia (JORDÃO, 2004).

Materiais e Métodos

O presente estudo avaliou a técnica da crochetagem em um paciente de 35 anos de idade, músico profissional, sedentário, portador de fascite plantar bilateral há aproximadamente quatro anos, sem ter se submetido a tratamento clínico ou fisioterapêutico; apenas utilizando recursos paliativos como alongamentos esporádicos e massagens. O tratamento foi realizado em domicilio do próprio paciente, durante cinco semanas, com duas sessões semanais, totalizando dez sessões. Foram utilizadas como parâmetros de avaliação, as dores referidas pelo paciente em região medial do calcâneo, ao ficar em posição ortostática e à palpação da tuberosidade medial do calcâneo, antes e depois do tratamento. Para quantificação da dor, foi utilizada uma escala de graduação, onde o paciente quantifica visualmente sua dor ao longo de uma linha continua de 10cm, sendo zero ausência total de dor, e 10 dor mais grave (MAGEE, 2OO2). A avaliação limitou-se à quantificação visual da dor, uma vez que a perda funcional decorrente da fascite limita-se à dificuldade de realizar atividades que incluem corridas e apoio ortostático (HEBERT et. al.. 2003; RIDDLE et, al. 2004). As sessões tiveram duração média de 30 minutos, e constaram somente da utilização da crochetagem, devido à praticidade no transporte do instrumental e aplicação da técnica. Durante o tratamento, o paciente não foi orientado a utilizar nenhum outro tipo de recurso.